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Diego Nunes
sábado, 28 de janeiro de 2012 - 17:30:01



O peso pena Diego Nunes venceu Manny Gamburyan no fim de 2011, uma “vitória magra”, como ele mesmo descreve, mas acredita que 2012 guarda vôos mais altos. Escalado para enfrentar o striker alemão Dennis Siver no dia 14 de abril, na Suécia, Diego conversou com a TATAME e analisou a peleja, torcendo por uma vitória contundente. “O jogo vai casar... Vai ser tiro de um lado e bomba do outro (risos). Acho que o UFC colocou essa luta para me testar, ver até onde eu posso ir”, disse o lutador da Nova União, que falou sobre os planos de treinar nos Estados Unidos e a decepção com suas últimas lutas, uma vez que não conseguiu nocautear ou finalizar desde que assinou com o WEC e UFC, há oito combates.

 

Qual a expectativa para sua próxima luta, vindo embalado pela vitória sobre o Manny Gamburyan?

 

As expectativas são as melhores. A gente precisava de uma vitória. Sei que talvez tenha sido uma vitória magra, mas eu precisava vencer para voltar a pegar confiança. Quando a gente vem de derrota, ficamos com medo até a próxima vitória. Agora vou vir mais solto, confiante.

 

O que acha do Dennis Siver?

 

Ele é o adversário ideal para a minha próxima luta, um striker. Agora é a hora de mostrar o meu talento, não guardar nada. O jogo vai casar... Vai ser tiro de um lado e bomba do outro (risos). Acho que o UFC colocou essa luta para me testar, ver até onde eu posso ir.

 

Essa é a hora de soltar o jogo, então?

 

É, a hora de mostrar a minha qualidade como striker, um lutador que vai para cima. É a hora de mostrar o meu talento. Eu me cobro muito, mas ultimamente tenho me decepcionado porque não tenho rendido nem 40% do que treino. Todo mundo que treina comigo sabe o meu talento e a minha técnica, mas não tenho feito na luta o que eu faço nos treinos. Quero estar 100% agora.

 

Você venceu suas 11 primeiras lutas por nocaute ou finalização até fechar com o WEC, e de lá para cá só venceu por pontos. Acha que falta uma boa finalização para voltar a crescer?

 

Com certeza... O nocaute e a finalização acontecem naturalmente. Eu não entrava esperando o nocaute ou finalização, acontecia quando eu menos esperava, mas depois que fui para lá (WEC e UFC) a pressão e responsabilidade aumentaram. Coloquei na minha cabeça de que preciso nocautear ou finalizar, mas acaba não saindo nada. Agora estou mais tranquilão, deixo acontecer. Realmente, falta isso para embalar, encher os olhos dos promotores.

 

Você disse no passado que poderia ir treinar em academias nos Estados Unidos. Ainda tem esse plano?

 

A Nova União é a minha casa e sempre será, mas a gente pretende fazer camps para fortalecer o treinamento. Já tinha conversado isso com o Ed (Soares), vou ver de ir para Los Angeles fazer metade dos meus treinos lá. Tem uma academia de Boxe profissional maneira, estou focando nas minhas mãos, e quem sabe treinar com o Rafael Cordeiro na Black House, fazer um pouco de Wrestling... Estou focado em treinar com os strikers agora para me fortalecer nessa luta.


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